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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Parágrafos de Dean Karnazes em seu livro, para maratonistas novatos como eu.

Dean Karnazes esteve no Brasil recentemente para o desafio 24h e foi muito assediado por corredores e pela mídia. Eu nunca havia ouvido falar sobre ele e o conheci através do blog da Yara Achôa. Recentemente, comprei o seu livro: 50 Maratonas em 50 dias - Segredos que aprendi correndo. Segue abaixo, alguns parágrafos que li hoje e que copiei do capítulo 17. Neles, Dean fala para pessoas que, como eu, irão correr sua primeira maratona. Após ler este livro, dá para entender porque Dean Karnazes é um cara tão admirado pelos corredores!
Cruzar a linha de chegada de uma maratona pela primeira vez é um momento com consequências para toda a vida. Ao fazê-lo, prova-se algo para si mesmo que jamais será tirado. Deixa-se o evento com sinais evidentes de que se é forte, jovial e corajoso. Uma coisa é imaginar que se tinha capacidade para correr uma maratona; outra bem diferente é saber, porque o fez. As primeiras maratonas são imensamente desafiadoras, até mesmo para os corredores mais talentosos. Quarenta e dois quilômetros são um longo caminho a percorrer, para qualquer pessoa. A partir do momento em que se é capaz de assumir e superar um desafio de tais proporções, os benefícios são certos - na forma de confiança, respeito próprio e coragem -, e nunca desaparecem. Mesmo que o processo de treinamento para uma maratona não seja extremamente estimulante para a saúde, ainda assim sugeriria a todos que corressem pelo menos uma maratona, apenas pelos efeitos poderosos que provoca na mente e no espírito. Afinal, não passamos a maior parte da vida duvidando de nós mesmos, pensando que não somos bons o suficiente, não fazemos o certo? A maratona proporciona a oportunidade de encarar essas dúvidas. Ela tem uma forma de analisar o contexto da nossa própria essência, eliminando todas as barreiras protetoras e expondo nossa alma. A maratona diz que o prejudicará, que você ficará desmoralizado e derrotado com um amontoado inerte ao lado da estrada. Ela diz que não pode pode ser feita - não por você. Ah!, ela zomba de você. Somente nos seus sonhos! Então, você treina pesado; dedica-se de todo o coração; sacrifica-se e supera os inúmeros pequenos desafios ao longo do caminho. Deposita tudo que conseguiu nela. Mas sabe que a maratona exigirá muito mais de você. Nas profundezas escuras da mente uma voz pessimista está dizendo: Você não consegue. Você se esforça ao máximo para ignorar essa insegurança, mas a voz não o abandona. Na manhã da primeira maratona, a voz da dúvida se multiplica, tornando-se um coro completo. Na altura do quilômetro 30, esse coro está gritando tão alto que é só o que você consegue escutar. Os músculos doloridos e esgotados imploram que você pare. Você deve parar. Mas você não para. Dessa vez ignora a voz da dúvida; ignora aquele que diz que você não é bom o suficiente, e só ouve a paixão no seu coração. Esse desejo ardente diz para continuar, para colocar um pé audaciosamente à frente do outro, e em algum lugar você encontra a força de vontade para fazê-lo. A coragem surge de diversas formas. Hoje você descobre a coragem para continuar tentando, para não desistir, por mais terríveis que as coisas se tornem. E elas se tornarão terríveis. Na marca do quilômetro 40, você quase não conseguirá ver mais o percurso - a visão se torna vaga e vacilante ao mesmo tempo que a mente oscila nos limites da consciência. E então, repentinamente, a linha de chegada floresce à sua frente, com um sonho. Um nó se forma na garganta durante o percurso daqueles poucos passos finais. Agora, você finalmente consegue responder à irritante voz com um inequívoco Sim, eu posso! Sua explosão ao cruzar a linha de chegada, cheio de orgulho, para sempre livre da prisão da insegurança e das limitações autoimpostas que o mantiveram prisioneiro. Você aprendeu mais sobre si mesmo nos últimos 42 quilômetros do que em qualquer outro dia de sua vida. Mesmo que não consiga andar mais tarde, você nunca foi tão livre. Completar uma maratona é mais do que apenas algo que se ganha; um maratonista é alguém em que você se transforma. Enquanto estiver sendo ajudado na linha de chegada, envolto em um cobertor fino de Mylar, mal conseguindo levantar a cabeça, você está em paz. Nenhuma luta, dúvida ou fracasso futuros podem remover o que realizou hoje. Você fez o que poucos farão - o que pensou jamais conseguir fazer -, e é o despertar mais glorioso e inesquecível. Você é um maratonista e usará essa distinção não na lapela, mas no coração, para o resto da vida.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Preparação p/ Maratona de Curitiba, parte 2

Ainda estou na fase do "treinamento de base" como diz meu amigo e "treinador" Sérgio Ladany. Estou correndo com ele nas terças e quintas às 06:30 no aterro do Flamengo e em direção a praia de Botafogo. Iniciamos, conforme havia escrito, na terça-feira passada (15). Foi um treino curto: apenas 4 x 2Km, em ritmo de prova. Neste dia, meu medidor de frequência cardiáca ainda estava estragado. Na quinta-feira (17) fizemos um treinamento baseado em tiros de 400m, com descanso de 15s. Foram 6Km ou menos neste ritmo, correndo 400m em até 2min mas, ao final, eu estava realmente cansado. Meu coração trabalhou a 180bpm ou mais em vários momentos. Num destes tiros, na volta da praia de Botafogo para o Flamengo, um desnível na pista me fez tropeçar e cair. Felizmente, alguns anos treinando Judô me ajudaram a cair direito desviando a cabeça e rolando sobre o corpo para a areia da praia. Apenas a mão ficou doendo um pouco com o impacto mas, pra não perder o ritmo, sacudi a areia e voltei a correr. Tirando este pequeno contratempo foi um bom treino. Combinei com meu amigo Leandro Daflon, ao fim da quinta-feira, nossa corrida na sexta (18). Também no aterro. Foram apenas 40min num ritmo suave. O Daflon está retornando agora a correr, após virar papai. Quando concluímos a corrida fui para a academia para fortalecer os músculos inferiores. Vou continuar a fazer musculação nesta academia enquanto estiver no Rio, até antes da maratona. Neste mesmo dia, fui até a Proximus Tecnologia e consertei o meu polar F11. O Ladany também consertou o dele e, agora as medições de batimentos estão mais simples: nada de dedo no pescoço! Sábado (19), na reestréia do meu polar, pude notar que num treinamento em ritmo leve (6:10min/Km), meus batimentos estão variando na faixa de 140 a 150. Isto é bom, mas eu realmente fiquei pasmo ao ler um trecho no livro do Dean Karnazes em que ele falou, em uma de suas 50 maratonas em 50 dias consecutivos, que ajustou seu pace para 110bpm para concluir uma maratona em 4h e pouco. Realmente, Dean Karnazes pensa que é humano mas é um ET, como disse ontem o meu amigo músico Helder da Rocha. ;-) Vou dedicar um post neste blog, em breve, para falar sobre o Dean e sobre o seu livro. Eu tinha em minha programação, uma corrida de 21K para fazer no Domingo (20). Mas não deu para fazê-la e eu ainda irei reagendá-la. Provavelmente, deverei partir do aterro e voltar quando finalizar a pista Cláudio Coutinho ida/volta duas vezes nesta próxima sexta-feira (25). Hoje, levantei novamente às 05:30 para me preparar e deslocar até o Flamengo a partir da Tijuca. O clima úmido, mas não chuvoso como ontem, não me impediu de levantar da cama. Corri e ao mesmo tempo conversei com o Ladany sobre várias coisas relacionadas a corridas! Foram 12Km = 4 x 3Km com intervalo apenas para os meus batimentos voltarem de 170 (máximo) até 135. Isto durava no máximo 1min e alguma coisa. Fizemos cada rodada de 3Km em no máximo 18min. Amanhã, vou correr novamente com o Daflon e na próxima quinta (24) deverei repetir com o Ladany a série de tiros... Domingo que vêm será o Super 40, em Brasília. Na minha equipe irão correr, além de mim: Cláudio Miranda, Natanael Maia, Bruno Rossi, Webberb Réquia e Thiago Santos. Talvez minha esposa me acompanhe em algum trecho de uma das voltas. Desejo sorte a todos!